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Que time é esse: A.S. Livorno (Itália)

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“O futebol é um reino da liberdade humana exercida ao ar livre.” Antonio Gramsci foi filósofo, cientista político, comunista e antifascista italiano. Falar do futebol italiano e seu lado vermelho é naturalmente falar de Livorno e Perugia, pelo menos no que se refere aos clubes. Em alguns textos anteriores que publiquei em redes sociais (tenho uma página sobre futebol e libertarismo) falei sobre a consolidação fascista no Calcio (Liga de Futebol da Itália) e também republiquei um texto da página de FB Palmeiras Anti-Fascista que mostrava alguns nomes de jogadores de futebol (principalmente dos anos 90 para cá) ligados às ideias de extrema direita, e quase todos eram da ou jogaram na liga italiana. Com esse texto pretendo continuar minhas análises dessa liga que tem me chamado a atenção por um conjunto de curiosidades de seu atual momento. Primeiro, que de todas as ligas europeias a que mais se assemelha à nossa é a italiana (em especial pelo perfil dos clubes e o enfraquecime...

Anos finais da Ditadura Civil-Militar e a consolidação do heavy metal.

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1. Introdução A cidade se fez carne, corpo, sangue. Ela se mexe. “E todos somos obsoletos”... conclui assim. Obsoletos: não funciona mais nenhuma categoria compacta que tenha a sociedade como ponto de partida, como fonte epistêmica, como projeto unificado. A metrópole – atroz, chocante, ensurdecedora como o rock – em seu levantar-se e encaminhar-se dissolve o nós social. (Massimo Canevacci) “Você andava e já escutava um barulho, do camburão assim, você já sabia o barulho do freio dos caras. Sabe quando você consegue identificar o freio de um carro? De uma veraneio. Já via aquele carro preto e branco do seu lado...” (banda Witchhammer) O golpe civil militar acontece no ano de 1964, movido à interesses imperialistas (capital estrangeiro com suas multinacionais) e pró imperialistas (elites locais), articulando um apoio civil, através de empresas que financiavam o IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais). Por sua vez, o instituto utilizou a cultura popular como c...

Porta-vozes do apocalipse: o caso de Roger Moreira do Ultraje à Rigor (por Felipe Nizuma)

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O filósofo Walter Benjamin [1] certa vez observou: não há nada em uma coisa que já não estivesse nela. A afirmação, enfática, quer dizer que para compreender algo hoje, é necessário olhar para o passado. Tanto o fascismo quanto a revolução saem da mesma condição. Por trás das afirmações reaças existe um tipo de comportamento já visto anteriormente na história e que está muito além do que o Q.I. [2] do Roger possa compreender. Ernest Mandel [3] , sobre a formação do fascismo e do nazismo, dizia que conforme a crise econômica aperta, setores de classe média (a pequena burguesia ou #classemediasofre) que são pressionados pela proletarização decorrente da crise, radicalizam-se, podendo ou não, formar um movimento de massas. Desse acirramento, uma das possibilidades, é passar a expressar grosserias, que teriam origem cultural pré-capitalista (racismo, homofobia, machismo, preconceitos de origem religiosa, regionalista, nacionalista e etc) assimilado aos de natureza estritamente c...

Entrevista com a banda Ação Libertária

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1. RxTx (Fábio) - Primeiramente gostaria que apresentassem sua banda. Falando um pouco sobre o começo dela e as concepções que gostam de articular com o grupo. Ação Libertária -  A banda é composta por quatro pessoas. Eu, Márcio Pigmeu canto, Edson Bigode assume a única guitarra da banda, Junior é o baixista e Toni é o dono das baquetas. Nós temos um vínculo muito forte com os movimentos sociais de minorias, de rua, apartidário e punk. Nossa música não se resume basicamente a parte artística e estética, mas também a efetividade das ideias propostas pela banda. O Ação Libertária surgiu após a minha saída da antiga banda a qual eu fazia parte, que era o Farpa XXI ( http://youtu.be/-nITYcqzB_Q ). Eu queria continuar fazendo um som de contestação, com isso corri atrás de uma galera afim de fazer o mesmo e que estivesse de acordo com a proposta da banda. Depois de alguns testes e nomes, a formação está fixada até hoje com Edson (Guitarra), Junior (baixo), T...

Zequinha Barreto um revolucionário brasileiro. – Sindicato dos químicos/ Instituto Zequinha Barreto.

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José Campos Barreto, o Zequinha Barreto, foi uma das importantes lideranças do movimento dos trabalhadores e da guerrilha do Brasil durante o período da ditadura civil-militar. Companheiro até a morte de Carlos Lamarca, Zequinha tem sua história resgatada com um trabalho refinado de Marcio Amêndola de Oliveira que organizar mais um capítulo da luta social contra a repressão do capital e militar. De família pobre, moreno, filho do sertão, José de Campos teve infância dura e amadureceu muito cedo. Estudou em um seminário de Garanhuns, e lá se aprimorou substancialmente. “Brincava com todos, jogava futebol – muito bem, dizem – no time de Biriti Cristalino, escrevia peças de teatro, “batia” violão e tocava com os amigos. Tocava a música dos Beatles e traduzia para agente. (...) Falava latim, francês, alemão e inglês.” Em Osasco despontou na luta do movimento operário e até estudantil, se tornando membro ativo das organizações de luta social como CEO (Circulo Estudantil de Osasco)...

Seminário "Como as empresas se beneficiaram e apoiaram a ditadura"

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No sábado, dia 15/03, tivemos a oportunidade (eu e a Keyla) de irmos ao Seminário "Como as empresas se beneficiaram e apoiaram a ditadura" que aconteceu na Assembleia Legislativa de São Paulo. Apesar do tema muito nos interessar, não dá para ir sempre dado a gastos e outras coisas... Mas nos viramos e demos um jeito de até São Paulo, junto com nosso amigo e colaborador Oswaldo “Duco”. Bom, mas vamos direto aos documentos e informações levantadas e averiguadas. Durante o seminário ouvimos nomes importantes do sindicalismo, da política e da acadêmica, o que acabou gerando uma variedade de informações muito rica. O termo ditadura civil-empresarial-militar foi citado pelo deputado Adriano Diogo (PT), e mesmo que um termo para o momento, foi extremamente oportuno. O interesse das multinacionais e o caráter imperialista do golpe, que nada tinha de patriótico, muito são conhecidos e debatidos. Mas a citação, com provas, do envolvimento de uma série de empresas que continuam ativ...