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Entrevista com a banda Qerbero - Por Augusto Miranda.

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A banda paulistana stoner "Qerbero" está na ativa há um bom tempo  antes do que uma leva enorme de bandas de som arrastadão. Tocando esse estilão soturno entre bandas punks - em que a velocidade da luz impera - então, pode-se dizer que é uma das primeiras. Primeira? Sei lá. Não importa. Eu mesmo, participando da recém-finada "O Mito da Caverna", me considero rebento deles - e me recordo bem do impacto que foi, coisa de seis ou sete anos atrás, acho, quando os vi a primeira vez no não-tão-recém-finado Espaço Impróprio. Fiquei por cerca de meia hora imaginando quando que aquele "instrumental arrastado ferradão de abertura" ia acabar e começar a porradaria. O Som acabou e a porradaria naquela forma esperada não veio. Mas o golpe foi crucial. Devo essa a eles. Eles nunca tinham sido entrevistados (acredita?) Eu já participei de algumas entrevistas, seja pelo Praia de Vômito, seja pel'O Mito - Até aqui mesmo, na Resíduos.  Nunca havia entrevistado...

Que time é esse: A.S. Livorno (Itália)

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“O futebol é um reino da liberdade humana exercida ao ar livre.” Antonio Gramsci foi filósofo, cientista político, comunista e antifascista italiano. Falar do futebol italiano e seu lado vermelho é naturalmente falar de Livorno e Perugia, pelo menos no que se refere aos clubes. Em alguns textos anteriores que publiquei em redes sociais (tenho uma página sobre futebol e libertarismo) falei sobre a consolidação fascista no Calcio (Liga de Futebol da Itália) e também republiquei um texto da página de FB Palmeiras Anti-Fascista que mostrava alguns nomes de jogadores de futebol (principalmente dos anos 90 para cá) ligados às ideias de extrema direita, e quase todos eram da ou jogaram na liga italiana. Com esse texto pretendo continuar minhas análises dessa liga que tem me chamado a atenção por um conjunto de curiosidades de seu atual momento. Primeiro, que de todas as ligas europeias a que mais se assemelha à nossa é a italiana (em especial pelo perfil dos clubes e o enfraquecime...

Anos finais da Ditadura Civil-Militar e a consolidação do heavy metal.

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1. Introdução A cidade se fez carne, corpo, sangue. Ela se mexe. “E todos somos obsoletos”... conclui assim. Obsoletos: não funciona mais nenhuma categoria compacta que tenha a sociedade como ponto de partida, como fonte epistêmica, como projeto unificado. A metrópole – atroz, chocante, ensurdecedora como o rock – em seu levantar-se e encaminhar-se dissolve o nós social. (Massimo Canevacci) “Você andava e já escutava um barulho, do camburão assim, você já sabia o barulho do freio dos caras. Sabe quando você consegue identificar o freio de um carro? De uma veraneio. Já via aquele carro preto e branco do seu lado...” (banda Witchhammer) O golpe civil militar acontece no ano de 1964, movido à interesses imperialistas (capital estrangeiro com suas multinacionais) e pró imperialistas (elites locais), articulando um apoio civil, através de empresas que financiavam o IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais). Por sua vez, o instituto utilizou a cultura popular como c...