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Entrevista com a banda Dragonheart

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RxTx (Fábio) 1- O Dragonheart foi uma banda que começou chamando a atenção de grande parte da cena nacional, conseguindo muito destaque em importantes zines como a extinta Valhala. Mas em seguida a banda deu uma boa sumida... O que aconteceu nesse período? E porque essa “sumida”? André Mendes (Dragonheart)  – Essa é uma questão que ouvimos com frequência de boa parte da imprensa, de amigos, dos fãs da banda e nos sentimos felizes em respondê-la por que denota o respeito e o reconhecimento que nos dão. Em 2005 lançamos o “Vengeance in Black” e em 2008 a compilação “When the dragons are kings”. Após isso precisamos dar uma parada com as atividades da banda. Para todos os músicos que tocam heavy metal no Brasil existem as mesmas dificuldades: Bairrismos dos produtores de show, baixo orçamento das gravadoras que apoiam as bandas, precariedade estrutural nos eventos, dificuldade de exposição numa mídia mais ampla e o advento de novas tecnologias de mídia que minaram quase que...

Nota - Portfólio, Augusto Miranda.

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Se você nos acompanha, ou se me tem no FB já deve ter visto a arte com os triceratops pisoteando a tropa de choque. Essa é uma arte original feita por nosso amigo, artista e colaborador Augusto Miranda (que também tocou no “O Mito da Caverna” e no “Praia de Vômito”), os principais conceitos dessa arte são claros, a ideia era fazer algo “nerd” com pegada paleontológica (coisa que curtimos muito) e mesclar ao ativismo social-político que é o que cerne do RxTx. O Augusto soube sintetizar perfeitamente o que queríamos e a coisa ficou essa arte maravilhosa e que inclusive foi publicado no Tumblr "Paleoillustration" - sobre paleo arte e ciência - (estamos faz tempo rateando de fazer camiseta haha).   Só que o trabalho do Augusto não para por ai. Por exemplo, para compor a capa da arte do Split entre a lendária Agathocles e G.I. Joke (ambas da Bélgica) ele fez um babuíno/ mandril tão agressivo quanto o som das bandas, assim como a arte para o Bandanos e o Qerbero (nessa el...

Entrevista com a banda Qerbero - Por Augusto Miranda.

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A banda paulistana stoner "Qerbero" está na ativa há um bom tempo  antes do que uma leva enorme de bandas de som arrastadão. Tocando esse estilão soturno entre bandas punks - em que a velocidade da luz impera - então, pode-se dizer que é uma das primeiras. Primeira? Sei lá. Não importa. Eu mesmo, participando da recém-finada "O Mito da Caverna", me considero rebento deles - e me recordo bem do impacto que foi, coisa de seis ou sete anos atrás, acho, quando os vi a primeira vez no não-tão-recém-finado Espaço Impróprio. Fiquei por cerca de meia hora imaginando quando que aquele "instrumental arrastado ferradão de abertura" ia acabar e começar a porradaria. O Som acabou e a porradaria naquela forma esperada não veio. Mas o golpe foi crucial. Devo essa a eles. Eles nunca tinham sido entrevistados (acredita?) Eu já participei de algumas entrevistas, seja pelo Praia de Vômito, seja pel'O Mito - Até aqui mesmo, na Resíduos.  Nunca havia entrevistado...

Que time é esse: A.S. Livorno (Itália)

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“O futebol é um reino da liberdade humana exercida ao ar livre.” Antonio Gramsci foi filósofo, cientista político, comunista e antifascista italiano. Falar do futebol italiano e seu lado vermelho é naturalmente falar de Livorno e Perugia, pelo menos no que se refere aos clubes. Em alguns textos anteriores que publiquei em redes sociais (tenho uma página sobre futebol e libertarismo) falei sobre a consolidação fascista no Calcio (Liga de Futebol da Itália) e também republiquei um texto da página de FB Palmeiras Anti-Fascista que mostrava alguns nomes de jogadores de futebol (principalmente dos anos 90 para cá) ligados às ideias de extrema direita, e quase todos eram da ou jogaram na liga italiana. Com esse texto pretendo continuar minhas análises dessa liga que tem me chamado a atenção por um conjunto de curiosidades de seu atual momento. Primeiro, que de todas as ligas europeias a que mais se assemelha à nossa é a italiana (em especial pelo perfil dos clubes e o enfraquecime...